Conhecendo o Santuário de Czestochowa na Polônia

Europa
sábado, setembro 17, 2016

Na passarela que leva à entrada do santuário estão distribuídas bandeiras de todos os países católicos do mundo

Painel com informações sobre as missas e toda a programação diária



a praça principal que em poucas horas ficará intransitável. Chegue cedo para poder aproveitar melhor


As fotos acima e abaixo são da capela principal, a Basílica. Veja como é complicado se mexer ali dentro. Fomos em um dia de semana qualquer e, segundo nossa guia, uma freira, em épocas de festividades religiosas o público fica ainda maior.




Painéis como esses estão revestindo todas as paredes da capela onde está exposta a imagem da Madonna Negra Nossa Senhora de Jasna Gora a padroeira da Polônia. São homenagens pela graça alcançada pelos fiéis. São imagens de pernas, corações, pessoas, crucifixos, rosários etc que os fiéis "entregam" à Santa em agradecimento.

A imagem da Madonna Negra fica exposta na segunda capela, menor que a primeira, que fica ao lado esquerdo da entrada para as capelas. A fila para apreciar a imagem da santa estava enorme. Durante o tempo que ficamos na fila pudemos perceber o semblante das pessoas, algumas choravam compulsivamente, outras oravam e a maioria apenas contemplava uma imagem que é considerada milagrosa.

Virgem Maria com o menino Jesus nos braços (chamada de Madonna Negra) que data do século XIV. Os religiosos acreditam que a imagem foi pintada por São Lucas sobre uma mesa de madeira usada por Maria de Nazaré.





A cidade espiritual fica bem pertinho da Cracóvia e é considerada um bairro da cidade. Se sair bem cedinho do hotel até o meio-dia já estará de volta.

Wieliczka - Mina de Sal na Polônia

Europa
sábado, setembro 17, 2016


A mina de sal mais famosa e impressionante da Polônia fica bem pertinho de Cracóvia, algo em torno de 20 km para ser mais exata. Algumas pessoas me perguntaram se recomendaria esse passeio, e eu digo, não só recomendo como considero imprescindível. Só saberá o quanto fantástico é depois que for. Foto alguma irá mostrar toda a grandiosidade dessa mina. Sem contar em todas as sensações e sentimentos que temos quando descemos até as câmaras. 


Esse é o parque onde está a mina. Chegue antes do seu horário agendado para a visitação para poder dar uma caminhada pelo parque que está repleto de obras de artes.




Com ingressos à mão, hora de pegar o pequeno elevador de madeira para descer. Se você não curte lugares apertados, com bastante gente e meio escuro, melhor nem ir, pois o elevador para mim foi a pior parte do passeio. Eles colocaram umas 30 pessoas dentro de um minúsculo elevador de madeira, ficamos todos enlatados como sardinhas e durante a descida não há luz alguma. Muito tenso. 


As paredes são todas "revestidas" com essas toras de madeira para que não haja desmoronamento.


Assim que descer  do elevador para na primeira galeria, a mais de 30 metros de profundidade, o guia dá as primeiras orientações de segurança, todos ajustam seus fones e começamos o passeio que durará em torno de 2h e serão percorridos 2 km de túneis.


A temperatura na mina mantém-se em 14 graus Celsius o ano inteiro. Portanto, se for no verão, não esqueça de levar um bom casaco, ficar 2h nessa temperatura usando bermuda e camiseta é muito desagradável.
Esculturas feitas em sal

Nessa galeria está exposto como era o cotidiano da mina. Eles tinham um verdadeiro estábulo lá embaixo com várias mulas que eram usadas para o transporte de pedras e materiais de uma galeria para outra.

Só percebam a altura dessa galeria !!

Para passar de um nível a outro da mina foram construídas passarelas e escadarias em madeira.



A fé sempre presente em todas as câmaras da mina


Esse candelabro que parece cristal na verdade é feito em sal


Depois de muito andar chegamos a uma das partes mais impressionantes da mina, a Catedral de Sal ou  Capela de Santa Kunegunda. São 12 metros de altura, 54 metros de largura e 18 metros de comprimento. Absolutamente tudo ali foi feito de sal, os candelabros, o púlpito, a Santa Ceia, piso, teto ...





Escadaria de sal

Altar e púlpito 

A estátua do Papa João Paulo II que era polonês e foi homenageado com essa escultura rica em detalhes. Ele foi até a mina para conhecer a estátua, porém como estava com muitas dificuldades físicas não pode descer até a estátua. 



Em algumas câmaras existem lagos que eram navegados pelos mineiros


Esta é a última galeria aberta ao público e onde está uma pequena loja de souvenirs

Na mina ainda existe um restaurante, a 123 metros de profundidade que serve além de pratos rápidos, jantares requintados.

E quando saímos das profundidades da terra, nos deparamos com o céu já escuro.


Cracóvia - Polônia

Europa
quarta-feira, julho 06, 2016



Antes de falar sobre a Cracóvia, vou indicar algumas leituras e filmes a que assisti ou reassisti para ter um bom embasamento  sobre a Polônia. Quando eu viajo para um destino inédito,  procuro reunir o maior número possível de informações a respeito do  lugar para não chegar lá "cega" e perdida sem entender muito bem o que os guias dizem ou não poder entender o motivo de algum monumento estar naquele local.

Eu sabia muito pouco sobre esse país no Leste Europeu e uma dessas coisas é que eu sou descendente de poloneses. Já havia lido o livro "A menina que roubava livros" e assistido a alguns filmes a respeito da Segunda Guerra Mundial, como,  por exemplo "A lista de Schindller"; mas sentia que era muito pouco. Precisava de bem mais informações, pois o país merecia. Foi aí que assisti a "Bastardos Inglórios" e  "O menino do pijama listrado" - ( deste já havia lido o livro e assistido ao filme, mas repeti;  assisti também a  "O coração corajoso de Irina Sendler" -   filme que dá  vontade de assistir todos os dias pra ver se mudamos um pouco nosso egoísmo e nos espelhamos nessa jovem enfermeira polonesa que salvou 2500 crianças dos nazistas. A história é real e junto com o senhor Schindler ela foi uma das pessoas mais importantes na Polônia durante a Segunda Grande Guerra. Depois desse filme eu julgo que não precisamos assistir mais nada. Se tiver que escolher, fique com A lista de Schindler e Irina Sendler.

Museu Histórico da História e Cultura dos Judeus 

 Bom, dito isso, vamos começar nosso passeio por um lugar que sofreu muito com a guerra: o bairro judeu. Não posso me ater a explicações históricas,  pois essa não é minha área de atuação e muito menos é objetivo do blog, mas é impossível falar sobre a Polônia sem ter pelo menos uma pincelada da história trágica da região e,  vai por mim, você  vai  aproveitar bem mais o seu passeio se,  antes de ir,  informar-se  um pouco sobre o que o país passou e poder entender como é que em tão pouco tempo eles se ergueram das cinzas e são considerados uma das maiores economias europeias atuais.
Bom, a perseguição a judeus sempre existiu nos países europeus, mas a Polônia, ao contrário dos seus vizinhos, recebia muito bem esse povo e por esse motivo a migração judia cresceu consideravelmente.

Só na cidade de Cracóvia, antes de Segunda Grande Guerra já havia em torno de 70 mil judeus morando aqui, no bairro chamado Kazimierz. Aqui eles podiam falar sua própria língua e seguir a sua religião sem serem perturbados.


 Na cidade de Cracóvia, diferente da cidade de Varsóvia (capital da Polônia), o bairro judeu  foi preservado e a arquitetura continua original bem como o cemitério pois os judeus não ofereceram resistência à ocupação nazista e aceitaram serem levados para o gueto construído no subúrbio da cidade com a condição de não se afastarem de lá sob ameaça de serem executados imediatamente. Devido a isso, podemos ver todas as casas preservadas. Muitas delas viraram bares, restaurantes e lojinhas pois quando a guerra acabou, os judeus que sobreviveram não voltaram para o bairro, preferindo se espalhar pela cidade e alguns voltar para os seus países de origem.




 Do bairro judeu seguimos para o centro da cidade e para a peregrinação pelas igrejas. Eu adoro visitar igrejas católicas. Independentemente da religião,  vou à igreja para apreciar a obra arquitetônica, a genialidade dos grandes mestres, a riqueza depositada em seus altares, as esculturas, telas e relíquias guardadas ao longo de séculos. E, para mim,  a Cracóvia foi um prato cheio, existe uma igreja ao lado da outra e todas com muita história envolvida. Em casa eu já havia feito um roteiro delas e, chegando à cidade,  peguei o mapa turístico com o concierge do nosso hotel e fui marcando direitinho para não pular nenhuma. É bem fácil se locomover na cidade.





Escultura do polonês Igor Mitoraj

Praça do Mercado

Mercado da Praça num dia de céu azul e nenhuma nuvem para alegrar a foto



 Fomos no mês de junho para a cidade e quem disse que a Polônia é um país frio? Sol escaldante, muito calor e povo alegre. Todo mundo se refrescando nas fontes de água da praça

Esses rapazes de bicicleta estavam comemorando uma despedida de solteiro


Basílica da Virgem Maria 

A igreja está localizada na Praça do Mercado, a  mais pulsante da cidade. Não se preocupe, essa praça será lugar de muitas idas e vindas enquanto estiver em Cracóvia. A construção original da igreja data do século XIII, mas foi sendo destruída e reconstruída durante os séculos. Essa igreja é também o ponto mais alto da cidade, com 85 metros até o topo da sua torre. Lá no alto, um trompetista toca o seu trompete a cada hora cheia e no final dá tchauzinho para os turistas. E por que existe esse trompetista? Reza a lenda que em 1240 o exército tártaro programou invadir a cidade enquanto todos dormiam, mas eles não contaram que existia um soldado fazendo guarda na torre da igreja, e para acordar a cidade e avisar a população sobre a invasão o soldado começou a tocar trompete, porém ele foi atingido por uma lança que atravessou a sua garganta. Como homenagem a esse bravo defensor da cidade, até hoje o trompete é tocado na torre. 










Igreja Apostólica


 Igreja Dominicana

Igreja Franciscana

Quantos dias ficar na Cracóvia? Nós ficamos apenas 4 dias e foi muito corrido. É dali que saem os passeios para a Mina de Sal e também Auschwitz e por mais que eles digam que dá para fazer os dois passeios no mesmo dia, nós preferimos fazê-los intercalados.

Quanto custa? O país é muito barato. Você irá se esbaldar nos restaurantes, bares e pubs espalhados pela cidade. A cerveja então, menos de 1 euro o caneco.

Que língua falam? falam polonês, mas o inglês foi usado perfeitamente em todos os lugares que frequentamos. Só não tente espanhol e português, quase impossível encontrar alguém falando essas duas línguas.

Quando ir? Eu odeio frio, portanto fomos em junho que era garantia de tempo bom e não muito quente como acontece em agosto.

O que conhecer? Quando chegar à cidade pegue um mapa turístico que ele  vai  te mostrar tudo que existe de mais importante na cidade. Nós fizemos nosso roteiro antes de sair de casa e só demos uma adaptada conforme o tempo que tínhamos disponível na cidade.

De onde para onde? Fomos a Cracóvia a partir de Praga e de Cracóvia fomos para Varsóvia.

Onde se hospedar? ficamos no Radisson Blu Hotel Krakow. Muito perto da praça do mercado e com um café da manhã dos deuses. Valia a pena acordar mais cedo só para poder comer sem pressa.

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