Cracóvia - Polônia

Europa
quarta-feira, julho 06, 2016



Antes de falar sobre a Cracóvia, vou indicar algumas leituras e filmes a que assisti ou reassisti para ter um bom embasamento  sobre a Polônia. Quando eu viajo para um destino inédito,  procuro reunir o maior número possível de informações a respeito do  lugar para não chegar lá "cega" e perdida sem entender muito bem o que os guias dizem ou não poder entender o motivo de algum monumento estar naquele local.

Eu sabia muito pouco sobre esse país no Leste Europeu e uma dessas coisas é que eu sou descendente de poloneses. Já havia lido o livro "A menina que roubava livros" e assistido a alguns filmes a respeito da Segunda Guerra Mundial, como,  por exemplo "A lista de Schindller"; mas sentia que era muito pouco. Precisava de bem mais informações, pois o país merecia. Foi aí que assisti a "Bastardos Inglórios" e  "O menino do pijama listrado" - ( deste já havia lido o livro e assistido ao filme, mas repeti;  assisti também a  "O coração corajoso de Irina Sendler" -   filme que dá  vontade de assistir todos os dias pra ver se mudamos um pouco nosso egoísmo e nos espelhamos nessa jovem enfermeira polonesa que salvou 2500 crianças dos nazistas. A história é real e junto com o senhor Schindler ela foi uma das pessoas mais importantes na Polônia durante a Segunda Grande Guerra. Depois desse filme eu julgo que não precisamos assistir mais nada. Se tiver que escolher, fique com A lista de Schindler e Irina Sendler.

Museu Histórico da História e Cultura dos Judeus 

 Bom, dito isso, vamos começar nosso passeio por um lugar que sofreu muito com a guerra: o bairro judeu. Não posso me ater a explicações históricas,  pois essa não é minha área de atuação e muito menos é objetivo do blog, mas é impossível falar sobre a Polônia sem ter pelo menos uma pincelada da história trágica da região e,  vai por mim, você  vai  aproveitar bem mais o seu passeio se,  antes de ir,  informar-se  um pouco sobre o que o país passou e poder entender como é que em tão pouco tempo eles se ergueram das cinzas e são considerados uma das maiores economias europeias atuais.
Bom, a perseguição a judeus sempre existiu nos países europeus, mas a Polônia, ao contrário dos seus vizinhos, recebia muito bem esse povo e por esse motivo a migração judia cresceu consideravelmente.

Só na cidade de Cracóvia, antes de Segunda Grande Guerra já havia em torno de 70 mil judeus morando aqui, no bairro chamado Kazimierz. Aqui eles podiam falar sua própria língua e seguir a sua religião sem serem perturbados.


 Na cidade de Cracóvia, diferente da cidade de Varsóvia (capital da Polônia), o bairro judeu  foi preservado e a arquitetura continua original bem como o cemitério pois os judeus não ofereceram resistência à ocupação nazista e aceitaram serem levados para o gueto construído no subúrbio da cidade com a condição de não se afastarem de lá sob ameaça de serem executados imediatamente. Devido a isso, podemos ver todas as casas preservadas. Muitas delas viraram bares, restaurantes e lojinhas pois quando a guerra acabou, os judeus que sobreviveram não voltaram para o bairro, preferindo se espalhar pela cidade e alguns voltar para os seus países de origem.




 Do bairro judeu seguimos para o centro da cidade e para a peregrinação pelas igrejas. Eu adoro visitar igrejas católicas. Independentemente da religião,  vou à igreja para apreciar a obra arquitetônica, a genialidade dos grandes mestres, a riqueza depositada em seus altares, as esculturas, telas e relíquias guardadas ao longo de séculos. E, para mim,  a Cracóvia foi um prato cheio, existe uma igreja ao lado da outra e todas com muita história envolvida. Em casa eu já havia feito um roteiro delas e, chegando à cidade,  peguei o mapa turístico com o concierge do nosso hotel e fui marcando direitinho para não pular nenhuma. É bem fácil se locomover na cidade.





Escultura do polonês Igor Mitoraj

Praça do Mercado

Mercado da Praça num dia de céu azul e nenhuma nuvem para alegrar a foto



 Fomos no mês de junho para a cidade e quem disse que a Polônia é um país frio? Sol escaldante, muito calor e povo alegre. Todo mundo se refrescando nas fontes de água da praça

Esses rapazes de bicicleta estavam comemorando uma despedida de solteiro


Basílica da Virgem Maria 

A igreja está localizada na Praça do Mercado, a  mais pulsante da cidade. Não se preocupe, essa praça será lugar de muitas idas e vindas enquanto estiver em Cracóvia. A construção original da igreja data do século XIII, mas foi sendo destruída e reconstruída durante os séculos. Essa igreja é também o ponto mais alto da cidade, com 85 metros até o topo da sua torre. Lá no alto, um trompetista toca o seu trompete a cada hora cheia e no final dá tchauzinho para os turistas. E por que existe esse trompetista? Reza a lenda que em 1240 o exército tártaro programou invadir a cidade enquanto todos dormiam, mas eles não contaram que existia um soldado fazendo guarda na torre da igreja, e para acordar a cidade e avisar a população sobre a invasão o soldado começou a tocar trompete, porém ele foi atingido por uma lança que atravessou a sua garganta. Como homenagem a esse bravo defensor da cidade, até hoje o trompete é tocado na torre. 










Igreja Apostólica


 Igreja Dominicana

Igreja Franciscana

Quantos dias ficar na Cracóvia? Nós ficamos apenas 4 dias e foi muito corrido. É dali que saem os passeios para a Mina de Sal e também Auschwitz e por mais que eles digam que dá para fazer os dois passeios no mesmo dia, nós preferimos fazê-los intercalados.

Quanto custa? O país é muito barato. Você irá se esbaldar nos restaurantes, bares e pubs espalhados pela cidade. A cerveja então, menos de 1 euro o caneco.

Que língua falam? falam polonês, mas o inglês foi usado perfeitamente em todos os lugares que frequentamos. Só não tente espanhol e português, quase impossível encontrar alguém falando essas duas línguas.

Quando ir? Eu odeio frio, portanto fomos em junho que era garantia de tempo bom e não muito quente como acontece em agosto.

O que conhecer? Quando chegar à cidade pegue um mapa turístico que ele  vai  te mostrar tudo que existe de mais importante na cidade. Nós fizemos nosso roteiro antes de sair de casa e só demos uma adaptada conforme o tempo que tínhamos disponível na cidade.

De onde para onde? Fomos a Cracóvia a partir de Praga e de Cracóvia fomos para Varsóvia.

Onde se hospedar? ficamos no Radisson Blu Hotel Krakow. Muito perto da praça do mercado e com um café da manhã dos deuses. Valia a pena acordar mais cedo só para poder comer sem pressa.

Karlov Vari - Cidade termal na República Tcheca

Europa
segunda-feira, julho 04, 2016


Essa postagem começa com a foto do icônico hotel Pupp, o símbolo mais conhecido dessa pequena cidade Tcheca que parece que caiu de um Conto de Fadas. 

Se você assistiu ao filme 007 Cassino Royale em que Daniel Craig atua, então já viu esse lugar. Algumas cenas do filme foram feitas exatamente nesse hotel. Na calçada do hotel existem várias placas com os nomes dos famosos que já passaram por lá. A cidade abriga todos os anos um Festival de Cinema, por isso não é difícil encontrar os maiores símbolos da dramaturgia mundial nessa calçada.


 O dia estava meio emburrado, sem sol, bem frio, mas nada que tirasse o encanto da pequena cidade.



 Karlov Vari foi descoberta por acaso quando o imperador Carlos IV caçava pela floresta e o animal  pulou no rio e os seus cachorros regrediram assustados com o calor da água. O ano era algo em torno de 1350 e  daquele dia em diante,  a cidade foi sendo construída como balneário terapêutico e ponto de encontro de personalidade importantes. Na época da Segunda Grande Guerra ela foi polpada de qualquer bombardeiro pois era queridinha até dos inimigos.


 Apenas 150 km separam essa pequenina cidade da louca Praga e a paisagem é muito linda durante todo o percurso. Nós fizemos apenas um bate-volta e foi o suficiente para conhecer tudo que a cidade tem a oferecer. Se quiser se hospedar num hotel spa, eles possuem infinitos tratamentos terapêuticos todos baseados nas águas sulfurosas da região e cada tipo de água serve para uma determinada enfermidade.
VRIDLO

Vridlo é o local onde estão algumas fontes de água de dióxido de carbono. Na entrada existem várias barraquinhas vendendo as canequinhas para que você possa ir provando o sabor de cada uma das fontes. Eu só molhei a boca, fiquei com medo dessa água me dar algum problema gastro-intestinal e acabar com o meu passeio. Mas posso afirmar que elas têm um sabor muito forte de ferro. A foto acima mostra a fonte mais famosa, possui um jato contínuo de 15 metros de altura e a temperatura chega na casa dos 70 graus Celsius.

 Essas são as canecas vendidas por toda a cidade para que você posso experimentar os sabores das águas








 Essa bebida é uma delícia. Fabricada ali mesmo e um excelente souvenir de viagem.  Alto teor alcoólico, elaborada com mais de 40 tipos de ervas e de sabor formidável. Compramos a garrafa pequena para ter na bolsa e trouxemos apenas 1 garrafa grande para casa, mas acabou muito rápido pois servíamos para todo mundo que vinha nos visitar. Tem que comprar, você não irá se arrepender



 Claro que o almoço aconteceu no Puppi hotel. Estar ali e não provar a culinária deles seria inadmissível. Sem contar que foi uma excelente desculpa para poder entrar no hotel e conhecer um pouquinho.







Não poderia deixar de mostrar o que dobrou meus joelhos na República Tcheca. Esse assado aí em cima de nome impronunciável feito de massa de pão e passado no açúcar. Dos deuses. Cada vez que vejo essa foto me arrependo de não ter comido muitos e muitos mais :)
yummy !!



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